O básico e mais importante sobre organização financeira

A palavra básico vem de “base”. Mesmo que a gente tenha aquela impressão de que saber o básico, é saber pouco, quando você entende a base de qualquer assunto, você se vira, certo?

E adivinha? Com dinheiro, organização financeira e investimentos é IGUAL! Sabendo o básico pra começar, você se vira com o resto. Você aprende errando, tentando e adaptando todos os pontos do jeito que seja melhor pra você.

Não existe fórmula ideal, jeitinho, ou caminho traçado. Você precisa começar com o que tem! E, pra te ajudar, vou tentar colocar nesse post, alguns pontos que me ajudaram na parte de organização financeira - eu, que era super consumista, bagunçada e vivia pagando faturas e carnês.

Embora eu não saiba em qual momento de vida você se encontra - e muito menos saiba quanto você tem no banco -, mulheres (ok, os homens também) querem três coisas na vida: aproveitar o agora, realizar sonhos e crescer com segurança. E para essas três coisas, precisamos de DINHEIRO. Então, vamos lá:

Aproveitar o agora - organização e planejamento

Realizar sonhos - planejamento e hábitos

Crescer com segurança - hábitos e investimentos

Antes de tudo, entenda que não adianta você querer investir agora, se não sabe quanto gasta por mês, se não conhece o destino de cada dígito que abandona a sua conta e se não tem uma certa segurança financeira (reserva de emergência).

Eu sei, precisa ter paciência. Mas é um caminho que faz sentido… você não consegue passar de alguém que gasta tudo e mais um pouco (parcelado no cartão), pra alguém que investe e constrói patrimônio, sem passar pela organização financeira.

Você precisa sentar e colocar tudo no papel - ou na planilha, ou no app. Esse é o primeiro passo: registro.


1. Olhe para o seu dinheiro

O melhor jeito de fazer isso é registrando. Esqueça o passado (histórico) e foque no presente. Comece hoje! Abre a carteira, o app do banco, o cofrinho que fica na cabeceira da cama: anote seu saldo. A partir de agora, toda vez que você gastar (pode ser um Trident no posto de gasolina), registre.

Não precisa ser perfeito, num planner financeiro, no app pago, numa planilha de mil células. Simplifique pra não abandonar pelo caminho. Qualquer educador financeiro ou especialista em finanças pessoais vai me dar razão, é esse o principal passo. Você não consegue arrumar a bagunça enquanto não olhar pra ela e empilhar todas as coisas em cima da cama.

Se preferir, vá anotando por categorias - assim você descobre onde mais gasta e onde consegue economizar primeiro.

Depois de 30 dias, você já tem um histórico. Depois desse primeiro mês, você já sabe a média de valor do seu custo de vida mensal (de novo: é quanto você gasta e não quanto você ganha).

Mais uma vez: comece simples pra não abandonar pelo caminho. Atualmente minha organização financeira é feita num caderninho que carrego dentro da bolsa, e 2X no mês, passo tudo pro Notas do meu celular. Descobri que esse é o jeito que funciona pra mim. Faz sentido assim, pra mim, e pra mais ninguém.

Já usei app - e abandonei diversas vezes - e até uma planilha simples, mas nada funcionou melhor do que sentar e escrever. Descubra o que funciona melhor PRA VOCÊ. Não importa quantas vezes você tentar, abandonar e recomeçar. Uma hora acontece, e quando você perceber, já virou hábito.



2. Se não está bom: mude!

Quando você começa a registrar o caminho do seu rico dinheirinho, aprende muito sobre você mesma. Foi olhando pra minhas anotações que me dei conta do quanto eu gastava com decoração e livros (mais do que eu precisava, com certeza!).

E claro, que todo final de mês, assim como todo mundo, eu enchia a boca pra falar “sobra mês no meu salário! hehehe” .

Sem registro, eu gastava com o que queria, dava um jeito de pagar as coisas em dia e pensava ter sobrevivido a mais um mês. Eu não gostava de ser assim mas achava normal, via tanta gente na mesma situação, que pensava “ok, é assim mesmo”.

Mas que surpresa: não é.

Se não está bom: mude! Já contei nos meus stories, como organizei minhas finanças pra ir morar sozinha aos 21 anos. E sim, eu consegui. E só consegui porquê mudei. Não foi fácil. Gastar menos e mudar hábitos (vícios de consumo) não é tão simples e bonito quanto aconselhar alguém a fazer isso. Dói sim.

Dói dizer não pra’quele cinema com as amigas na sexta-feira, pra promoção daquela loja que você adora, pro último lançamento da Apple. Tenha consciência: vai doer.

Imagina ter tudo isso… passado no débito!

Imagina ter tudo isso… passado no débito!

Conhece aquela frase clichê? “Não espere resultados diferentes repetindo as mesmas coisas”? É isso.

3. Depois da tempestade…

Registrando e poupando - sim, com toda a certeza, existe alguma coisa que você consegue cortar ou diminuir -, é hora de pensar em planejamento! Você quer (e merece) viver o agora, aproveitar, fazer coisas que tem vontade, comprar as coisas que deseja… afinal, é pra isso que dinheiro existe.

Com o básico de organização financeira (registro), você vai longe! Planejar os próximos passos e o destino do seu dinheiro é mais fácil do que você imagina.

Organize suas metas em curto, médio e longo prazo. Paralelamente, se ainda não tem, construa sua reserva de emergência (isso é lei, faça!).

Na hora de planejar e colocar em prática, as metas servem como motivação pra que você mantenha o foco. Pra evitar frustrações e recaídas - existirão muitas e tudo bem - é preciso ter disciplina. Tenha metas realistas, específicas e mensuráveis. Tente incluir essas metas em seu orçamento mensal, como uma “conta a pagar”, ajuda na parte psicológica… porque vamos combinar: gastar é bom!


4. Bônus: a lista de pequenos desejos

É natural e saudável que tenhamos nossas paixões. Roupas, sapatos, bolsas, jóias, viagens, tecnologia, decoração, produtos de skincare, maquiagem. Não importa qual seja o seu grande pecado, sua maior fraqueza, seu “problema”, você não precisa abrir mão de tudo, pra sempre.

Eu desenvolvi uma técnica pra ter as coisas que quero, incluir todas elas no meu planejamento mensal e não sofrer: a lista de pequenos desejos.

É bem simples, todo domingo eu escrevo nessa lista alguma coisa que quero comprar (90% das vezes é roupa ou coisas que vi na prateleira de alguma Sephora). Deixo a lista ali, amadurecendo, por alguns dias. Durante a semana, tento organizar os itens por ordem de “prioridade” (o que eu MAIS quero ter?) e de novo, deixo a lista ali, amadurecendo.

Entende que como são coisas que eu QUERO, e não coisas que eu PRECISO, consigo esperar? Aliás, muitas vezes aquilo que julgamos precisar, é só um desejo mesmo.

Depois de alguns dias, analisando e sendo brutalmente honesta comigo mesma, saio e compro - feliz da vida!


É só depois de se organizar (com o básico) e planejar, que você estará pronta pra investir e pensar em grandes metas financeiras, construção de patrimônio e tranquilidade.

É um caminho a ser percorrido, com paradas, rés e sem chance de atalhos. Mas vale cada segundo. Vale cada centavo.

Vamos juntas?